Certamente que muitos adoram uma boa cerveja gelada. Caso você seja um apreciador desta bebida conheça um pouco da sua origem, do processo de fabricação e uma lista das melhores cervejas do país. A descoberta foi há cerca de 10 mil anos, que um homem descobriu, por acaso, o processo de fermentação. Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico.
Pode acreditar, a primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária. O gosto da cerveja era bem diferente da de hoje em dia. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma. No Império Romano a cerveja foi levada para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.
E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade. Pode parecer estranho, mas na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho.
Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja.
As cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades europeias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido. Conheça as melhores cervejas nacionais.
Caso ainda ache a sua cerveja amarga no preço, veja aqui, um ranking das melhores e mais conhecidas cervejas nacionais. É difícil discutir gosto, porque é uma percepção extremamente pessoal e subjetiva, mas a idéia é também apresentar as cervejas mais degustadas pelo país.
As melhores cervejas:
1 - Wäls Pilsen (5% teor alcoólico): produzida em uma cervejaria de Belo Horizonte. É uma Pilsen original theca de aparência dourada e com espuma aveludada, é uma das poucas que conservam as características da receita original, com maior corpo e amargor. (R$ 12,90)
2 - Bierbaum Weiss Helles (4,9% teor alcoólico): a cerveja de trigo de alta fermentação, usando em sua formulação apenas maltes de trigo e de cevada. Por ter baixo teor alcoólico, oferece uma sensação leve e refrescante. Seu aroma destaca o cravo e em segundo plano a banana passa, com discreto amargor de lúpulo. (10,90)
3 - Wäls Petroleum (12% teor alcoólico): a cerveja surgiu de uma união entra a receita da Dum, uma cervejaria de fundo de quintal, literalmente, de Curitiba, com a cervejaria Wäls, dos irmãos Carneiro (José Felipe e Tiago). O fermentado é elaborado com mais seletos ingredientes, com amargor do lúpulo em equilíbrio com a potência dos maltes. Os aromas são de malte torrado, chocolate belga e toffe. A bebida é maturada com cacau belga. (R$ 16,50)
4 - Wäls Brut (11% teor alcoólico): é uma cerveja especial, a cerveja lembra champanhe e é a mais cara das cervejas artesanais. Para produzir a receita, José Felipe viajou à França para aprender com as vinícolas e, quando voltou a Minas, construiu uma adega subterrânea com temperatura de 16 graus o ano inteiro. A cerveja fica nove meses repousada. (R$ 120)
5 - Way Irish Red Ale (5% teor alcoólico): a cerveja de cor avermelhada possui aroma de caramelo e toffe, com gosto inicial doce e, posteriormente, de maltes tostados. Para a produção da Red, foram usados cinco diferentes maltes caramelizados importados. (R$ 8,90)
6 - Seasons Green Cow (6,2% teor alcoólico): cerveja da categoria India Pale Ale. Influenciada pela escola americana de cervejas, a receita conta com muito lúpulo, oferece um amargor intenso, coloração âmbar e levemente turva. (R$ 15,95)
7 - Bierland Bock (5,8% teor alcoólico): ideal para as baixas temperaturas e de coloração escura. O estilo originário da Alemanha sugere um sabor acentuado de malte equilibrado com o amargor. A cor marrom avermelhada é obtida com a combinação de cinco maltes torrados. (R$ 14,50)
8 - Backer 3 Lobos Bravo Imperial Porter (9% teor alcoólico): rótulo da cervejaria Backer, de Belo Horizonte, a Imperial Porter conquistou a prata na categoria cervejas especiais. A receita de sucesso foi apostar em um aroma fortemente amadeirado (resultado da maturação em barril de madeira umburana), além do chocolate amargo e café. Seu teor alcoólico é bem alto.(R$ 11,90)